O termo é usado para se referir às consequências resultantes de um grande aumento nas entradas de capitais em um determinado país. A Doença Holandesa é normalmente associada à descoberta de um grande volume de recursos naturais, mas também pode ser resultado de um grande afluxo de divisas estrangeiras, inclusive investimento direto, ajuda financeira de outros países ou até de um aumento substancial nos preços de commodities e de recursos naturais (caso da Venezuela).
A Doença Holandesa tem basicamente dois efeitos:
1) Uma queda na competitividade dos produtos manufaturados e em consequência das suas exportações;
2) Um aumento das importações substituindo a produção nacional.
No longo prazo, isso pode significar postos de trabalho sendo transferidos para países de mão de obra mais barata. O resultado final é que a indústria manufatureira é solapada pela riqueza gerada pela indústria de transformação de commodities.
O termo "Doença Holandesa" é derivado de uma crise ocorrida na Holanda em torno de 1960 resultado de grandes descobertas de depósitos de gás no Mar do Norte. A riqueza descoberta causou a super-valorização da sua moeda, encarecendo as exportações dos produtos que não tinham relação com a indústria do gás.
Nos anos 70 o mesmo processo ocorreu com a Inglaterra, quando o preço do petróleo quadruplicou e tornou-se viável a prospecção no Mar do Norte na costa da Escócia. Ao final da década, a Inglaterra já havia se tornado exportador de petróleo bruto. O valor da Libra subiu às alturas, mas o país entrou em recessão quando os trabalhadores começaram a demandar aumentos salariais e a exportação deixou de ser competitiva.
Somando-se a isso, a realização de uma Copa do Mundo em 2014 e uma olimpíada de 2016, fica a impressão de que o Brasil está enveredando pelo mesmo caminho. Terão nossos governantes a auto-disciplina necessária para nos tirar dessa arapuca histórica?
Relatório Matinal
segunda-feira, 12 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Relatório 06/07/2010
Notícias Valor Econômico:
• Novas regras do Banco Central Suíço podem obrigar UBS e Credit Suisse a terem que levantar U$130 bilhões. Até que essa meta seja atingida, deverão ser cortados dividendos e bônus distribuídos pelos bancos.
• Déficit grego cai – O déficit fiscal da Grécia caiu 42% ficando em 4,9% do PIB. O resultado é melhor do que o exigido pelo FMI e União Européia (5,8%)
• Grande volume de falências mostra que a crise ainda não terminou.
• União Européia vai se reunir para propor aumento da idade mínima de aposentadoria.
• Governo da Líbia pretende comprar ações da BP aproveitando a queda nos preços das suas ações.
• Bancos de poupança espanhóis podem estar escondendo perdas (hipotecas vencidas) segundo a CreditSights (empresa de análise de bônus).
• Bancos americanos serão proibidos de fazer concorrência as Hedge Funds. Volcker Rule – (aprovada esta semana)
• Novas regras do Banco Central Suíço podem obrigar UBS e Credit Suisse a terem que levantar U$130 bilhões. Até que essa meta seja atingida, deverão ser cortados dividendos e bônus distribuídos pelos bancos.
• Déficit grego cai – O déficit fiscal da Grécia caiu 42% ficando em 4,9% do PIB. O resultado é melhor do que o exigido pelo FMI e União Européia (5,8%)
• Grande volume de falências mostra que a crise ainda não terminou.
• União Européia vai se reunir para propor aumento da idade mínima de aposentadoria.
• Governo da Líbia pretende comprar ações da BP aproveitando a queda nos preços das suas ações.
• Bancos de poupança espanhóis podem estar escondendo perdas (hipotecas vencidas) segundo a CreditSights (empresa de análise de bônus).
• Bancos americanos serão proibidos de fazer concorrência as Hedge Funds. Volcker Rule – (aprovada esta semana)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Relatório 02/07/2010
Notícias Valor Econômico:
• Dados negativos dos EUA e da China espalham mau humor pelos mercados
• Vendas brasileiras para os EUA e Argentina sustentam aumento das exportações
• China institui novas leis ao estilo ocidental. Leis de patentes, de falências e agora, até indenização por acidentes de trabalho.
• México sofre com narcotráfico e com desdém americano.
Internet – Cotações e Índices Internacionais:
• Bolsas do mundo recuperam-se da queda de ontem.
o Shanghai +0,38%
o Nikkei +0,13%
o Inglaterra +0,63%
o França +0,35%
• Dólar teve ligeiro enfraquecimento
o EURUSD +0,25% (1,2510)
o GBPUSD +0,25% (1,5189)
o CADUSD -0,07%
o AUDUSD +0,50%
• Dados negativos dos EUA e da China espalham mau humor pelos mercados
• Vendas brasileiras para os EUA e Argentina sustentam aumento das exportações
• China institui novas leis ao estilo ocidental. Leis de patentes, de falências e agora, até indenização por acidentes de trabalho.
• México sofre com narcotráfico e com desdém americano.
Internet – Cotações e Índices Internacionais:
• Bolsas do mundo recuperam-se da queda de ontem.
o Shanghai +0,38%
o Nikkei +0,13%
o Inglaterra +0,63%
o França +0,35%
• Dólar teve ligeiro enfraquecimento
o EURUSD +0,25% (1,2510)
o GBPUSD +0,25% (1,5189)
o CADUSD -0,07%
o AUDUSD +0,50%
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Relatório 01/07/2010
Notícias Valor Econômico:
• Commodities têm queda no semestre por dúvidas em relação à China
• Moody’s anuncia possível rebaixamento do rating da Espanha
Internet – Cotações e Índices Internacionais:
• Bolsas do mundo tiveram queda hoje.
o Shanghai -1,02%
o Nikkei -2,04%
o Inglaterra -0,84%
o França -1,38%
• Dólar teve ligeiro enfraquecimento
o EURUSD +0,77%
o GBPUSD +0,11%
o CADUSD +0,06%
o AUDUSD -0,41%
• Commodities têm queda no semestre por dúvidas em relação à China
• Moody’s anuncia possível rebaixamento do rating da Espanha
Internet – Cotações e Índices Internacionais:
• Bolsas do mundo tiveram queda hoje.
o Shanghai -1,02%
o Nikkei -2,04%
o Inglaterra -0,84%
o França -1,38%
• Dólar teve ligeiro enfraquecimento
o EURUSD +0,77%
o GBPUSD +0,11%
o CADUSD +0,06%
o AUDUSD -0,41%
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Relatório 30/06/2010
Clipping de Notícias:
• Retomada perde fôlego nos EUA
• EUA aprovam modelo de reforma financeira
• Foxconn (Apple) muda produção para cidades do interior da China
• Incertezas de crescimento da China ajudam a derrubar o preço do barril de petróleo
• Queda de algumas ações no pregão de ontem:
o Credit Agricole: -7,94%
o BBVA: -7,24%
o BNP: - 6,92%
o SANTANDER -6,79%
o Citigroup -6,75% (chegou a cair 17% e acionar o Circuit Breaker)
• Brasil deve voltar a emitir papéis no exterior em algumas semanas ou meses
Cotações e Índices Internacionais:
• Euro e bolsas européias tiveram boa recuperação hoje. O que motivou esse bom humor foi o fato de o BCE divulgar uma necessidade de financiamento de apenas 131 bilhões de Euros (para 3 meses) quando o mercado esperava números significativamente maiores (em torno de 250 bilhões). Seria uma indicação de que o BCE não está em situação tão ruim quanto se pensava.
• Os mercados asiáticos fecharam em baixa (provavelmente porque fecharam antes de saírem as boas notícias da Europa)
• Embate entre Traders de Alta Frequência e fundos de investimento agita o mercado acionário dos EUA
• Retomada perde fôlego nos EUA
• EUA aprovam modelo de reforma financeira
• Foxconn (Apple) muda produção para cidades do interior da China
• Incertezas de crescimento da China ajudam a derrubar o preço do barril de petróleo
• Queda de algumas ações no pregão de ontem:
o Credit Agricole: -7,94%
o BBVA: -7,24%
o BNP: - 6,92%
o SANTANDER -6,79%
o Citigroup -6,75% (chegou a cair 17% e acionar o Circuit Breaker)
• Brasil deve voltar a emitir papéis no exterior em algumas semanas ou meses
Cotações e Índices Internacionais:
• Euro e bolsas européias tiveram boa recuperação hoje. O que motivou esse bom humor foi o fato de o BCE divulgar uma necessidade de financiamento de apenas 131 bilhões de Euros (para 3 meses) quando o mercado esperava números significativamente maiores (em torno de 250 bilhões). Seria uma indicação de que o BCE não está em situação tão ruim quanto se pensava.
• Os mercados asiáticos fecharam em baixa (provavelmente porque fecharam antes de saírem as boas notícias da Europa)
• Embate entre Traders de Alta Frequência e fundos de investimento agita o mercado acionário dos EUA
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